domingo, 7 de fevereiro de 2016

Cesárea Minimamente Invasiva

Esta é uma técnica de cesariana intruduzida na Europa e nos Estados Unidos simultaneamente em 1995 e no Brasil em 2003, capaz de reduzir o tempo cirúrgico, a dor e melhorar a recuperação da mulher no pós-parto. No Brasil ele já é ensinado em diversas escolas médicas e já tem comprovação de bons resultados há mais de 10 anos.

O método foi criado em Israel pelo Dr. Michael Stark. A ideia é traumatizar o mínimo possível os sete tecidos abdominais que precisam ser abertos antes da retirada do bebê. A abertura do abdome é feita de um jeito bem menos agressivo:

1. O médico corta a pele e o tecido subcutâneo — a gordura — da mesma forma que na cirurgia convencional.
2. Depois corta a aponevrose, uma capa que recobre os músculos. Aqui surge a grande diferença: no método tradicional, ela é descolada dos músculos até o umbigo, lesando nervos e vasos. Na nova técnica isso não acontece.
3. Outra mudança importante: os músculos são separados com a mão, em vez de cortados.
4. O peritonio parietal (aquele que reveste a parede abdominal internamente) é aberto no sentido transverso e não no longitudinal evitando-se lesões da bexiga. Por sua vez a bexiga não é descolada do útero.
5. Por fim, abre a parede do útero e o bebê é retirado.
6. No lugar das sete camadas que eram suturadas antigamente suturamos apenas quatro: útero, aponeurose, subcutâneo e pele. Isto significa menos dor pós-operatória, menor tempo cirúrgico, diminuição de custos, recuperação mais rápida e menor necessidade de analgésicos.

As vantagens da Cesárea Minimamente Invasiva são a diminuição em cerca de 10 minutos no tempo da cirurgia; menor lesão dos tecidos porque são feitos menos cortes; menos sangramento durante a cirurgia; menos dor no período pós-operatório e redução do uso de analgésicos.

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