A zika é uma doença causada por um vírus transmitido por mosquitos Aedes, incluindo o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, que também transmitem a dengue e a chikungunya.
A doença é recente, e o Brasil foi o primeiro país de grande população a ter um surto. Os sintomas da zika são manchas pelo corpo, coceira, febre e conjuntivite, além de dor nas articulações.
MALFORMAÇÕES FETAIS E ZIKA
Embora pesquisas ainda estejam sendo conduzidas para entender melhor todos os aspectos e consequências da doença, o que se sabe até agora é que existe uma relação entre infecção por zika na gravidez e malformações neurológicas como a microcefalia.
Isso não quer dizer, contudo, que toda grávida que teve zika terá um bebê com malformação. Os mecanismos da contaminação do feto ainda estão na fase de investigação pela comunidade científica e, infelizmente, muitas perguntas ainda não têm resposta definitiva.
Uma grávida que esteja com coceira e manchas avermelhadas pelo corpo deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Somente um profissional de saúde pode distinguir se se trata de zika ou de outra doença.
Uma vez confirmada a zika, os médicos farão o controle do desenvolvimento do bebê e do crescimento da cabeça através de ultrassons. Caso, com o avanço da gestação, seja constatada microcefalia ou outra alteração, o bebê será examinado quando nascer para que sejam indicadas terapias e tratamentos.
Não se sabe ainda em que fase da gravidez a zika é mais perigosa para o bebê, mas os três primeiros meses são sempre o período mais crítico para infecções que afetem o feto, porque os órgãos estão em formação.
MODO DE TRANSMISSÃO DA DOENÇA
Só o que se sabe com certeza é que a doença é transmitida pela picada do mosquito Aedes. O inseto pica uma pessoa infectada e passa a propagar a doença quando pica outras pessoas. Não existe comprovação científica de outras formas de transmissão. Há apenas indicações iniciais da presença do vírus em outros fluidos do corpo, como o sêmen, a saliva e a urina. Como o momento é de cautela, principalmente para grávidas, há especialistas que recomendam usar camisinha em relações sexuais. Outra medida de cautela é tentar evitar contato próximo com pessoas que apresentem os sintomas da zika.
QUADRO CLÍNICO
As manchas pelo corpo, que podem causar coceira intensa, são a principal característica da zika. Entre outros sintomas estão febre baixa, conjuntivite, dor de cabeça, dor muscular, inchaço e dor nas articulações e aparecimento de gânglios.
PERÍODO DE INCUBAÇÃO
A doença pode levar até 12 dias para se manifestar após a picada. Os sintomas costumam ir embora sozinhos depois de 2 a 7 dias.
MODO DE TRATAMENTO
Apenas os sintomas da zika são tratados. É importante beber bastante líquido e fazer repouso. Não é exigido tratamento no hospital, ao contrário do que acontece nos casos mais graves de dengue.
Assim como na dengue, não devem ser usados medicamentos a base de ácido acetilsalicílico (aspirina).
E certas situações, o médico pode receitar analgésicos e medidas para aliviar a coceira. Não tome nenhum remédio sem orientação médica, mesmo que tenha sido recomendado para a vizinha ou uma amiga e tenha dado tudo certo.
Tem sido registrado, em regiões com surto de zika, o aumento de uma síndrome neurológica chamada Guillain-Barré.
Qualquer pessoa que tenha tido zika precisa procurar atendimento médico rápido se, de 1 a 4 semanas depois da zika, começar a sentir dor, formigamento ou fraqueza nos pés e pernas. Conforme a síndrome progride, a fraqueza muscular pode evoluir para paralisia, podendo haver grande dificuldade em caminhar ou subir escadas. É preciso fazer tratamento no hospital.
ZIKA OU OUTRA DOENÇA?
Só o médico pode dizer se você está com zika ou alguma outra doença, como dengue, chikungunya, rubéola (para quem não foi vacinado) ou citomegalovírus. O diagnóstico pode ser confirmado por exames de sangue. Existe também a possibilidade de ter zika e dengue ao mesmo tempo.
A febre alta e de início repentino que é comum em casos de dengue e chikungunya é bem rara na zika. Infecções por citomegalovírus podem causar febre prolongada, de duas semanas ou mais, o que também é incomum na zika.
COMO SE PROTEGER DO ZIKA?
A principal forma de prevenção é o combate aos focos de mosquito, em especial nos períodos de calor e de chuvas.
Segundo o professor e infectologista Kleber Luz, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a zika se propaga ainda mais rápido que a dengue, porque o mosquito espalha o vírus com mais facilidade. Ele aconselha cautela máxima por parte das grávidas.
# Não deixe água limpa se acumular em sua casa ou quintal. Isso inclui vasos de plantas, móveis e enfeites em áreas externas. Fique de olho em poças d'água que se formam após a chuva.
# Use roupas claras, e, de preferência, mangas e calças longas.
# Como ainda não há informações definitivas sobre a possibilidade de transmissão por via sexual, use preservativos nas relações com seu parceiro, em especial se ele tiver tido a doença.
# Em todo o caso, se puder, procure não ter contato muito próximo com pessoas doentes. # E é sempre bom, em qualquer situação, manter bons hábitos de higiene: lavar as mãos com frequência, não compartilhar talheres e copos com outras pessoas.
# Passe repelente contra insetos, inclusive na roupa, para tentar aumentar a proteção. Reaplique a cada seis horas ou de acordo com as instruções da embalagem.
Todos os repelentes aprovados pela Anvisa são considerados seguros para grávidas, desde que usados de acordo com as instruções da embalagem. São considerados eficazes e seguros repelentes à base de DEET, icaridina e EBAAP ou IR3535, além de com óleos essenciais como o de citronela.
Outra arma são os inseticidas elétricos ou em spray para a casa, deixando a substância se dispersar por alguns minutos antes de ficar no mesmo ambiente.
AMAMENTAÇÃO E ZIKA
O que se sabe até o momento é que, embora exista a possibilidade de encontrar o vírus zika no leite materno, isso não significa que o bebê será contaminado.
Diante da incerteza, há quem aconselhe cautela máxima e que as mães interrompam a amamentação, para não correr nenhum risco de transmissão, mesmo considerando os anticorpos passados e todos os benefícios do leite materno.
Uma outra corrente de médicos acredita que a amamentação deva continuar de qualquer forma, para que o bebê receba toda a imunidade passada pelo leite materno, além da forma de alimentação mais completa e perfeita para o seu desenvolvimento.
São posturas bem diferentes e que certamente deixam qualquer mãe confusa, mas, no fundo, refletem o quanto a ciência ainda procura respostas sobre o vírus da zika e as suas possíveis implicações no crescimento saudável do bebê.
IMUNIZAÇÃO
Pelo que se sabe até agora, os especialistas acreditam que a zika promove a imunização de quem adoece. Ou seja, se você já pegou o zika vírus uma vez, não pegaria de novo. De qualquer forma, ainda poderá pegar outras doenças causadas por vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, como os quatro tipos de dengue e a febre chikungunya. Ainda não existe vacina contra a zika.
http://brasil.babycenter.com/a25013237/zika-na-gravidez#ixzz3zVeCATKW
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