segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Que maravilha!!!!!!!!!! um VBAC II  graças a Deus fomos presenteados (eu e meu parceiro de plantão) com esta benção ao final de ano!!!! E detalhe: SEM EPISIOTOMIA!!!! Peso: 3970 gramas!!! QUE BENÇÃO!!! 
Senhor, que eu possa ser ouvido e visto pelos que trabalham comigo, que eu possa transmitir sabedoria, mas possa com eles muito mais aprender do que ensinar e que estejamos irmanados no mesmo espírito.


É possível sim partos após cesáreas! Iteratividade! Para isto requer conhecimento teórico-prático (a cada dia aprendemos mais), tendo em vista que nunca sabemos tudo, a busca por literatura, artigos mais atualizados requer melhora no nosso dia a dia. A busca por novos conhecimentos, novas medidas, novas condutas, o que está sendo feito no novo mundo, o que surgiu de novo requer tempo, dedicação, estudo, vontade em querer mudar toda uma conduta pessoal em prol de suas pacientes, em virtude de melhoria do bem estar físico de cada uma e do que há de mais moderno na medicina. Não são todos os médicos que se dispõe a tal alto medida. Poucos! Pois você alem de saber que terá que se expor, e muito, tem que mostrar que através da nova medicina, MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIA, praticamente mais da metade das nossas condutas intervencionistas são desnecessárias! Intervenções mesmo! Deve-se ter muita resiliência e querer buscar muito o melhor. Pois as críticas são muitas! Quem diria que um dia as leis Menderianas seriam postas em dúvida a ponto de mudar todo o conceito de estudo genético e tudo que sabíamos até então? Mudar toda a literatura, todos os livros dos alunos... Dra. Margret Hoehe faz parte desta mudança extraordinaria do mundo científico.

Outro mito perpetuado é o intervalo interpartal e o risco de rotura uterina. É preciso que se diga que o famoso "mínimo intervalo de dois anos entre uma cesariana e uma futura prova de trabalho de parto" é mais uma afirmação empírica, que carece de fundamento em evidências. O maior trabalho que avalia intervalo interpartal conclui que, se este for maior que 18 meses, a chance de sucesso de um VBAC também aumenta. O risco de rotura uterina não foi avaliado.

Não existem, portanto, recomendações baseadas em ciência de qualidade determinando qual o melhor intervalo interpartal. Portanto, é lógico concluir que qualquer mulher com uma ou mais cesarianas prévias podem ser submetidas a uma TOLAC, independentemente do intervalo entre os nascimentos.

Todos os consensos internacionais apontam na direção de que a prova de trabalho de parto é uma alternativa factível e segura para todas as mulheres com cesarianas anteriores, incluindo em quem já teve mais de uma cesariana. Essa constatação é especialmente digna de nota em nosso país, onde, segundo o Ministério da Saúde, 55% por cento das brasileiras foram submetidas a cesariana em 2013. Na Saúde Suplementar, a taxa de cesariana superou 90%, no ano passado_ou seja, é cada vez mais provável que mulheres já cheguem aos obstetras com cicatrizes uterinas anteriores.

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