MINITERIO DA SAÚDE - 2010
Gestação prolongada
É a gravidez que se estendeu além de 42 semanas. Está associada a um risco aumentado de morbidade e mortalidade perinatal. A taxa de mortalidade perinatal (óbitos fetais mais as mortes neonatais precoces) em gestações de 42 semanas é duas vezes maior que nas gestações de termo (4–7 mortes contra 2–3 mortes por 1.000 par- tos) e dobra após 43 semanas.
A insuficiência útero-placentária, a síndrome de aspiração meconial e a in- fecção intrauterina contribuem para as altas taxas de mortalidade perinatal e óbito intrauterino.
Aproximadamente 20% dos fetos após 42 semanas apresentam crescimento intrauterino restrito devido à insuficiência placentária.
Essas gestações têm maior risco de compressão funicular devido à oligohidram- nia e síndrome de aspiração meconial.
Diagnóstico
O diagnóstico de certeza somente pode ser feito com o estabelecimento pre- coce da idade gestacional. O exame ultrassonográfico no início da gestação, ideal- mente entre 9 e 12 semanas, é o método mais fidedigno para avaliação da idade gesta- cional, principalmente em gestantes com dúvidas sobre a data da última menstruação. O exame realizado no segundo trimestre não é tão preciso, mas tem valia se há uma diferença maior que 10 dias entre a estimativa dessa USG e a data da última menstru- ação. Nesse caso deve-se ajustar a idade gestacional pela USG.
Conduta
Se não houver objeção por parte da mulher, deve ser realizado o descola- mento das membranas amnióticas, entre 38 e 41 semanas, para diminuir a probabili- dade de indução do parto.
A indução do parto deve ser realizada a partir de 41 semanas de gestação, após concordância da mulher (ver capítulo de antecipação eletiva do parto para métodos de indução).
Em gestantes que recusam submeter-se à indução, na conduta deverá ser ava- liado o bem-estar fetal (ver capítulo de avaliação do bem-estar fetal). A frequência de vigilância deve ser duas vezes por semana. O parto deve ser realizado se houver oligo- hidramnio, presença de mecônio à amnioscopia ou evidências de comprometimento fetal.
A dopplerfluxometria não tem nenhum benefício comprovado na avaliação desses fetos e não é recomendada para esta indicação.
É a gravidez que se estendeu além de 42 semanas. Está associada a um risco aumentado de morbidade e mortalidade perinatal. A taxa de mortalidade perinatal (óbitos fetais mais as mortes neonatais precoces) em gestações de 42 semanas é duas vezes maior que nas gestações de termo (4–7 mortes contra 2–3 mortes por 1.000 par- tos) e dobra após 43 semanas.
A insuficiência útero-placentária, a síndrome de aspiração meconial e a in- fecção intrauterina contribuem para as altas taxas de mortalidade perinatal e óbito intrauterino.
Aproximadamente 20% dos fetos após 42 semanas apresentam crescimento intrauterino restrito devido à insuficiência placentária.
Essas gestações têm maior risco de compressão funicular devido à oligohidram- nia e síndrome de aspiração meconial.
Diagnóstico
O diagnóstico de certeza somente pode ser feito com o estabelecimento pre- coce da idade gestacional. O exame ultrassonográfico no início da gestação, ideal- mente entre 9 e 12 semanas, é o método mais fidedigno para avaliação da idade gesta- cional, principalmente em gestantes com dúvidas sobre a data da última menstruação. O exame realizado no segundo trimestre não é tão preciso, mas tem valia se há uma diferença maior que 10 dias entre a estimativa dessa USG e a data da última menstru- ação. Nesse caso deve-se ajustar a idade gestacional pela USG.
Conduta
Se não houver objeção por parte da mulher, deve ser realizado o descola- mento das membranas amnióticas, entre 38 e 41 semanas, para diminuir a probabili- dade de indução do parto.
A indução do parto deve ser realizada a partir de 41 semanas de gestação, após concordância da mulher (ver capítulo de antecipação eletiva do parto para métodos de indução).
Em gestantes que recusam submeter-se à indução, na conduta deverá ser ava- liado o bem-estar fetal (ver capítulo de avaliação do bem-estar fetal). A frequência de vigilância deve ser duas vezes por semana. O parto deve ser realizado se houver oligo- hidramnio, presença de mecônio à amnioscopia ou evidências de comprometimento fetal.
A dopplerfluxometria não tem nenhum benefício comprovado na avaliação desses fetos e não é recomendada para esta indicação.
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