MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
NOTA TÉCNICA No 7/2020-COSMU/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS
ASSUNTO: ATENÇÃO ÀS GESTANTES NO CONTEXTO DA INFECÇÃO COVID-19 CAUSADA PELO NOVO CORONAVÍRUS (SARS-CoV-2).
ANÁLISE
A infecção humana COVID-19 causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) é uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, cujo espectro clínico é diverso, variando de sintomas leves à síndrome respiratória aguda grave. A letalidade varia conforme o país, mas está evidenciado que ido- sos e pessoas com comorbidades crônicas são as que mais apresentam complicações. No momento não foram desenvolvidas vacinas ou medicamentos com comprovada evidência científica para seu tratamento definitivo e, atualmente, o manejo clínico é voltado para suporte e controle de sintomas.
A presente nota trata das orientações a serem adotadas na atenção à saúde das gestantes no contexto da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2).
Infecções respiratórias de etiologia viral já foram previamente descritas, com vinculação a desfechos obstétricos e neonatais desfavoráveis. Observe-se que a infecção pelo SARS-CoV e pelo MERS-CoV em 2002 e 2012, respectivamente, configuram exemplos disto, além da pandemia associada ao vírus influenza H1N1, que se caracterizou por um grande número de desfechos adversos em gestantes1.
Em sentido contrário, até o momento, a COVID-19 não parece se associar a risco de maior gravida- de em gestantes, mesmo que a maioria dos casos descritos na literatura científica trate de mulheres na segunda metade da gestação2,3,4.
O quadro clínico observado em gestantes com a COVID-19 é semelhante ao observado em adultos não gestantes1, bem como taxas de complicações e de evolução para casos graves5 (aproximadamente 5% dos casos confirmados). Entre os sintomas mais comumente apresentados estão a febre e tosse.
Grande número de gestantes reportadas até o momento apresentou alterações na tomografia computadorizada de tórax, com a identificação de evolução para formas graves, como pneumonias, achados semelhantes ao da população adulta não gestante 2,6.
Nesse sentido, recomenda-se que o protocolo de diagnóstico da COVID-19 em gestantes siga o protocolo para a população adulta geral.
As gestantes devem ser classificadas com base nos critérios dos protocolos do Ministério da Saúde devido a condição atual de transmissão comunitária, e o manejo será realizado conforme as demais síndromes gripais, com zelo em relação aos sinais e sintomas que demonstram gravidade clínica e indicação do uso de oseltamivir, se identificado quadro de síndrome gripal.
Nos serviços de saúde em geral e, portanto, também na atenção pré-natal e maternidades, deve ser instituída uma triagem de sintomas respiratórios e fatores de risco7.
As gestantes que apresentem síndrome gripal deverão ter seus procedimentos eletivos (consultas e exames de rotina) adiados em 14 dias e, quando necessário, serem atendidas em local isolado das demais pacientes7.
Todas as demais gestantes, assintomáticas ou sem síndrome gripal, deverão ter preservado seu atendimento, posto o caráter autolimitado da gestação, cujo desfecho em parto é inexorável, de tal modo que a suspensão ou o adiamento despropositado podem culminar em perda de oportunidades idades terapêuticas de atenção à mulher, ao bebê e à família, inclusive para eventos graves, como infecções sexualmente transmissíveis.
Desse modo, recomenda-se a continuidade das ações de cuidado pré-natal de todas as gestantes assintomáticas, resguardado o zelo com a prevenção de aglomerações, com as melhores práticas de higiene e com o rastreamento e isolamento domiciliar de casos suspeitos de síndrome gripal.
Importante ressaltar que os procedimentos adiados como consequência do isolamento domiciliar de gestantes que apresentaram sintomatologia compatível com síndrome gripal, deverão ser reagendados em tempo hábil de modo que não haja prejuízo ao seguimento pré-natal.
Sobre o atendimento pré-natal de gestantes que apresentaram sintomatologia compatível com síndrrome gripal, parece razoável manter vigilância sobre eventuais restrições de crescimento fetal (RCF). Ainda que não existam dados atuais sobre a evolução dessas gestações, sabe-se por outros casos de infecção por Coronavírus (SARS e MERS) que podem existir alterações placentárias e maior taxa de RCF nestes fetos8.
Deve-se ressaltar que, até o momento, 47% das mulheres diagnosticadas com COVID-19 tiveram seus partos pré-termo8, algumas delas por sofrimento fetal, indicando a necessidade de se monitorizar estas gestações durante o pré-natal e também durante a internação hospitalar. Esclarece-se que a maior parte destes partos ocorreu após 36 semanas de gestação.
Entre os casos relatados até o momento12,13 não se sabe de que ocorra a transmissão para o feto/recém- -nascido (RN) antes ou após o nascimento. Os demais casos, reportados de gestantes positivas para COVID 19, apresentaram neonatos livres do vírus, incluindo em sangue de cordão e placenta9.
Portanto, parece improvável que haja transmissão vertical do vírus, de forma semelhante ao previamente observado com o SARS-CoV e o MERS-CoV8,15.
O SARS-CoV-2 entra nas células do hospedeiro utilizando os receptores tipo 2 da enzima conversora de angiotensina16, que tem a expressão nas interfaces materno-fetais no início da gestação muito baixa, sugerindo a incapacidade de o vírus romper a barreira placentária17,18. Há de se considerar, contudo, que um integrante da família dos coronavírus, o HCoV-229E, se mostrou capaz de transmissão vertical, porém com neonatos em bom estado8.
Em relação ao risco de teratogênese, pouco ou nada se sabe sobre a COVID-19, especialmente porque os casos relatados até o momento são de mulheres infectadas na segunda metade da gestação. Nenhuma dessas crianças apresentou dismorfologias. Além disso, analisando casos de infeção por SARS e MERS, não houve relatos de malformados14.
Contudo, quando disponível, é prudente a realização de ultrassonografia morfológica no segundo trimestre em mães com infecção por SARS-CoV-2, visto que não dispomos de dados suficientes para afastar esse risco.
Quanto à assistência ao trabalho de parto e parto, observa-se discordância nas opiniões quanto ao clampeamento imediato ou oportuno do cordão6,9,10.
A opinião do Royal College, do Reino Unido é que em partos vaginais há importante contato do feto com secreções maternas com a recomendação de aguardar um minuto para o clampeamento do cordão, uma vez que não aumentaria os riscos de transmissão vertical.
Essa afirmação é suportada pelos estudos que não encontraram SARS-CoV-2 em sangue de cor- dão2,3,4,11, de modo que, mesmo para partos cesáreos, o clampeamento oportuno do cordão, quando indicado, pode ser realizado.
As gestantes que são profissionais de saúde, que atuam na atenção a pessoas potencialmente infectadas com SARS-CoV-2, devem procurar o Serviço de Medicina do Trabalho de sua instituição, para avaliação dos riscos, principalmente em razão de recomendações para que sejam particular- mente rigorosas com as medidas de distanciamento social, evitando o contato com os outros, tanto quanto possível19.
CONCLUSÃO
As recomendações aqui contidas são provisórias e poderão ser modificadas à medida que novos dados forem publicados.
REFERÊNCIAS
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MULLINS ET AT. Coronavirus in pregnancy and delivery: rapid review. Ultrasound ObstetGyne- col 2020 Mar 17[Online ahead of print]
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SCHWARTZ, DA. An Analysis of 38 Pregnant Women with 2 COVID-19, Their Newborn Infants,
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doi: https://doi.org/10.1136/bmj.m1104 (Published 18 March 2020).
domingo, 31 de maio de 2020
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
DISTOCIA - FEBRASGO
Pode-se definir distocia como qualquer perturbação no bom andamento do parto em que estejam implicadas alterações em um dos três fatores fundamentais que participam do parto:
Pode-se definir distocia como qualquer perturbação no bom andamento do parto em que estejam implicadas alterações em um dos três fatores fundamentais que participam do parto:
- Força motriz ou contratilidade uterina – caracteriza a distocia funcional
- Objeto – caracteriza a distocia fetal
- Trajeto (bacia e partes moles) – caracteriza a distocia do trajeto
DISTOCIA FUNCIONAL:
Caracterizada como a alteração na força motriz durante o trabalho de parto, pode estar presente em até 37% das nulíparas com gestações de baixo risco.
CLASSIFICAÇÃO E CONDUTA:
Utiliza-se a classificação de Goff para descrever as distocias funcionais, a saber:
- Distocia por hipoatividade uterina
Os elementos da contração encontram-se abaixo do normal, gerando um parto lento. Nestes casos, a conduta necessária é aumentar a força motriz com medidas ocitócicas, como a amniotomia e/ou infusão de ocitocina, separadas entre si por no mínimo 40 a 60 minutos. Pode ser dividida em:
- Hipoatividade primária – diagnosticada desde o início do trabalho de parto;
- Hipoatividade secundária – inicialmente normal, tornou-se ficou lento ou parou de evoluir.
- Distocia por hiperatividade uterina
Os elementos da contração estão acima do normal, porém não geram necessariamente um parto rápido. Subdivide-se em:
- Hiperatividade com obstrução, como devido à desproporção cefalopélvica, tumor de trajeto prévio, ou sinéquia do colo uterino;
- Hiperatividade sem obstrução – a hiperatividade é intrínseca, levando a um parto rápido, ao que se conceitua um parto em 3 horas ou menos – desde o início do trabalho de parto até a expulsão do produto conceptual e da placenta e suas membranas.
- Distocia por hipertonia
Gera um parto lento, causado normalmente por:
- Uso indevido de ocitocina - é a causa mais frequente de hipertonia. Deve-se suspender seu uso imediatamente.
- Sobredistensão uterina – por gemelidade ou polidramnia, por exemplo. Deve-se tentar amniodrenagem ou rotura de uma das bolsas amnióticas, se clinicamente possível.
- Distocia por hipotonia uterina
Não possui relevância clínica durante a dilatação ou no período expulsivo, mas pode acarretar em uma dequitação retardada. Deve ser corrigida com medidas ocitócicas.
- Distocia de dilatação
Seu diagnóstico é feito por eliminação. São casos em que a atividade uterina e o tônus são normais, mas a evolução ainda assim não é favorável. O quadro clínico pode se apresentar de duas formas:
- Com paciente poliqueixosa, ansiosa – a liberação de catecolaminas na circulação decorrente do estresse pode levar à incoordenação uterina. Deve-se orientar a paciente e oferecer, se possível, analgesia peridural.
- Quando não se trata de ansiedade, provavelmente está ocorrendo inversão de gradiente ou incoordenação de primeiro grau idiopáticos. Deve-se adotar medidas ocitócicas, visto que a ocitocina sensibiliza o marcapasso uterino.
DISTOCIA DO TRAJETO
Deve-se à presença de anormalidades ósseas ou de partes moles, o que gera um estreitamento do canal de parto e dificulta ou até impede a evolução normal do trabalho de parto e a passagem do feto.
DISTOCIAS ÓSSEAS
São anormalidades no formato, no tamanho ou nas angulações da pelve, o que torna difícil ou até impede o parto por via vaginal. Para diagnosticá-las, o principal meio de avaliação ainda é clínico, através da pelvimetria, apesar da possibilidade de realização de radiografias de quadril ou ressonância magnética da pelve, para as quais reservamos os casos mais dúbios.

Tabela 1 – Topografias das distócias ósseas, avaliação pelvimétrica e quadros clínicos correspondentes.

Tabela 1 – Topografias das distócias ósseas, avaliação pelvimétrica e quadros clínicos correspondentes.
DISTOCIAS DE PARTES MOLES
São alterações do canal de parto que impedem a progressão do trabalho de parto, excetuando-se as distocias ósseas, a saber:
- Vulva e períneo – Varizes, estenose ou edema de vulva, condiloma acuminado de grande extensão. Normalmente não impedem o parto, mas podem gerar mais sangramentos vaginais e/ou infecções pós-parto;
- Vagina – septos vaginais (transversos ou longitudinais);
- Colo – hipertrofia, estenose cervical pós-cirúrgica (conização, cerclagem) ou cicatricial e edema de colo;
- Tumores prévios – interpõem-se à apresentação fetal, como miomas ou neoplasias de colo uterino.
DISTOCIA DO OBJETO
São as anormalidades que ocorrem no trabalho de parto atribuídas ao feto e às relações materno-fetais.
TAMANHO FETAL
O tamanho do feto pode prejudicar uma boa evolução do trabalho de parto quando este for estimado em mais de 4000 g ou quando, mesmo não tendo um peso aumentado, a bacia materna não apresenta diâmetros que permitam a sua passagem, ao que se denomina desproporção cefalopélvica.
Deve-se tentar identificar uma distócia pelo tamanho fetal preferencialmente antes do trabalho de parto efetivamente, o que pode ser evidenciado de diversas maneiras:
- Altura uterina acima do percentil 95 para idade gestacional;
- Presença de edema suprapúbico e membros inferiores sem insinuação do pólo cefálico no estreito superior da bacia;
- Estimativa do peso fetal por meio de ultrassonografia obstétrica;
- Prova de trabalho de parto – caracteriza-se a parada secundária de dilatação pelo partograma.
DISTOCIA DE BIACROMIAL
Trata-se de complicação grave que pode ocorrer no trabalho de parto, quando a apresentação é cefálica e, após o desprendimento do pólo cefálico, os ombros não se soltam e não há outros fatores que impeçam seu desprendimento. Associa-se frequentemente a obesidade materna, ao pós-datismo e à diabetes gestacional.
A distocia de ombros, como também é chamada, pode causar graves consequências à parturiente – como lacerações, atonia uterina, rotura uterina ou disjunção da sínfise púbica – e ao feto – lesões de plexo braquial, fratura de clavícula ou úmero, podendo evoluir para óbito intraparto ou neonatal.
Diante de uma distocia biacromial, deve-se adotar as seguintes medidas iniciais, em ordem, como descritas abaixo – protocolo ALEERTA, orientado pelo ALSO (Advanced Life Support of Obstetrics):
A distocia de ombros, como também é chamada, pode causar graves consequências à parturiente – como lacerações, atonia uterina, rotura uterina ou disjunção da sínfise púbica – e ao feto – lesões de plexo braquial, fratura de clavícula ou úmero, podendo evoluir para óbito intraparto ou neonatal.
Diante de uma distocia biacromial, deve-se adotar as seguintes medidas iniciais, em ordem, como descritas abaixo – protocolo ALEERTA, orientado pelo ALSO (Advanced Life Support of Obstetrics):

Diante da impossibilidade de alcançar os ombros, deve-se indicar resolução da gestação por via alta, reintroduzindo a cabeça na pelve materna até as espinhas isquiáticas (manobra de Zavaneli).
ANORMALIDADES DE SITUAÇÃO E APRESENTAÇÃO
Não são tão frequentes no trabalho de parto quanto as distocias já citadas. Podem-se observar as anormalidades a seguir:


Dr. Hebert Teixeira: Mulheres grávidas devem ter acesso aos cuidados ad...
Dr. Hebert Teixeira: Mulheres grávidas devem ter acesso aos cuidados ad...: Mulheres grávidas devem ter acesso aos cuidados adequados no momento certo, afirma OMS 7 de novembro de 2016 - A Organização Mundial ...
domingo, 3 de novembro de 2019
DIU
ESCLARECENDO MITOS SOBRE DIU COM COBRE ÀS MULHERES:
É seguro?
Sim, a efetividade do DIU é de 99,3%. É superior à da pílula anticoncepcional, por exemplo, pois não depende da lembrança do uso pela mulher
e não tem sua eficácia diminuída por interação com outras medicações.
Quem pode usar o DIU?
O DIU com cobre pode ser utilizado desde a adolescência até a menopausa. Uma mulher que nunca passou por uma gestação, mesmo adolescente, e aquela que passou por uma cirurgia cesariana, podem ser candidatas ao uso do DIU.
O DIU com cobre pode ser usado por mulheres que estão amamentando e não interfere na produção, quantidade e qualidade do leite materno.
Apenas mulheres que já tiveram filhos (principalmente parto normal) é que podem usar este método?
Hoje sabemos que uma mulher que nunca gestou e aquela que passou por uma cesariana podem ser candidatas ao uso do DIU com cobre. O quepode dificultar um pouco a colocação é se o colo do útero dessa mulher for muito fechado. O procedimento, nesse caso, pode ser um pouco mais difícil, podendo gerar incômodo à paciente
Quem não pode usar DIU com cobre?
Mulheres cujo útero não tenha condição de alojar o dispositivo devido a má-formação têm uso contraindicado. Mulheres com sangramento uterino anormal sem diagnóstico, com mais de 40 anos, devem ter o endométrio investigado antes de decidir sobre o uso do DIU com cobre.
O DIU com cobre é abortivo?
O DIU com cobre não é abortivo. Ele é um método contraceptivo que, por sua presença física e efeitos no útero, impede o encontro do óvulo com o espermatozoide, através de alterações bioquímicas e morfológicas no endométrio e muco cervical.
O DIU com cobre pode deixar a mulher infértil?
O DIU com cobre não provoca infertilidade. Se a mulher quiser engravidar, o DIU com cobre pode ser retirado a qualquer momento.
O DIU com cobre influencia na menstruação?
O DIU com cobre pode intensificar, em algumas mulheres, o fluxo menstrual e até causar mais cólicas nos primeiros três meses após a inserção, sendo esses sintomas de caráter transitório na grande maioria das vezes.
Dói para colocar o DIU com cobre?
Esta é uma questão que depende da sensibilidade de cada mulher para a dor. Em mulheres que já tiveram parto normal, por exemplo, pode não haver nenhuma queixa de dor. O procedimento em geral é simples e pode ocorrer algum desconforto, na dependência do limiar de dor de cada mulher.
A retirada do DIU com cobre também é um procedimento simples e, em geral, indolor.
O DIU com cobre pode incomodar ou doer no útero?
No primeiro mês, sim, pois o útero está se adaptando ao dispositivo e, em algumas mulheres, pode gerar incômodo ou sensação dolorosa. Depois desse período, incômodos ou dores na região do útero devem ser investigados.
O DIU com cobre pode sair do lugar?
Sim, como também o útero pode expulsar o dispositivo, mas estes casos são raros.
Na relação sexual, o homem pode sentir o DIU com cobre?
Não. O que pode ser sentido pelo parceiro na relação sexual é o fio de nylon que acompanha
o dispositivo, se ele for cortado muito curto depois da inserção. Neste caso, deve-se trocar o DIU e deixar o fio mais comprido, em torno de 3 cm.
O uso do DIU com cobre necessita de outro método adicional?
É sempre recomendada que seja realizada a dupla proteção, ou seja, que seja utilizado também o preservativo feminino ou masculino em todas as relações sexuais (oral, anal ou vaginal), pois são os únicos métodos que protegem de infecções sexualmente transmissíveis, inclusive HIV/Aids, sífilis e hepatites virais.
Mulheres com doenças crônicas podem utilizar o DIU com cobre?
Mulheres com doença cardíaca valvar, diabetes, câncer de mama podem utilizar o DIU com cobre. O DIU com cobre não aumenta o risco de bacteremia ou infecções pélvicas. Não há indicação para profilaxia da endocardite durante a inserção do DIU nestas mulheres
Diabéticas podem usar?
Podem. Não existe nenhuma contraindicação formal com relação a mulheres diabéticas. Mas deve-se ressaltar a importância dessas mulheres terem acompanhamento correto, pois o diabetes descontrolado facilita o surgimento de infecções.
Métodos de imagem como Ressonância Magnética podem ser realizados em usuárias de DIU?
Mulheres que utilizam DIU com cobre podem realizar ressonância magnética da pelve com segurança. Não há elevação significativa da temperatura intrauterina com o íon. Deve-se lembrar ao radiologista que a paciente utiliza DIU com cobre pela possibilidade de afetar as sequências utilizadas no exame.
O uso do DIU com cobre pode aumentar os riscos para Câncer Uterino?
Não há evidências de que o DIU com cobre aumente o risco de neoplasia intra-epitelial cervical ou câncer de colo uterino.
O uso do DIU pode alterar cirurgias uterinas?
Quando houver indicação de cirurgia de alta frequência, também não será necessária a remoção do DIU, podendo-se fazer a ressecção cervical em dois tempos, para não seccionar o fio do DIU. Pode-se, ainda, empurrar o fio para o canal cervical com escova endocervical e depois do procedimento retirá-lo do canal com a mesma escova.
O uso do DIU altera a técnica de coleta do material da endocérvice, nacitologia cervico-vaginal?
Não há alteração da técnica de coleta do esfregaço cervicovaginal pela presença do DIU. A coleta cervical deve ser mais cuidadosa devido à presença do fio do DIU, porém se procede da mesma forma.
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sábado, 9 de junho de 2018
PARTO EMPELICADO
Falando de um modo de facil entendimento, mais coloquial, para que possa ter um maior entendimento por um maior número de pessoas, na maioria dos casos, o saco amniótico, também conhecido como bolsa, se rompe durante o trabalho de parto, pouco depois de a mulher sentir as primeiras contrações. Porém, em algumas situações raras, isso não acontece e o bebê nasce ainda envolto pela fina, mas resistente membrana que o manteve imerso em líquido amniótico durante os nove meses de gestação. Os partos que ocorrem dessa maneira são conhecidos como empelicados e estima-se que aconteçam 1 vez a cada 80 mil nascimentos.
Os partos empelicados podem ocorrer também durante cesáreas e são desejados por nós médicos quando a mãe tem alguma doença infecciosa, como HIV, pois o saco amniótico impede o contato direto do bebê com o sangue materno. Em diversas culturas e relatos que vêm desde os tempos medievais, nascer dentro do saco amniótico é considerado um sinal de boa sorte para o bebê. Eu posso dizer que quando era Residente de Ginecologia e Obstetrícia na Santa Casa de Misericórdia do Pará, há alguns anos atrás, só conhecia e via tal tipo de parto somente nas literaturas. Meus mestres diziam que rea um tipo de parto muito difícil de se realizar, nem eles quando eram residentes chegaram a fazer, ou mesmo os mestres deles fazerem tal realidade. Eu fiquei assim encucado com aquela situação. Pesquisei mais sobre o assunto e realmente é muito difícil, porém, ão impossível. Depois de várias tentativas eu fui presenteado com vários partos empelicados realizados por mim. Fui abençoado com uma técnica cirúrgica, uma delicadeza a mais, um fino trato na extração fetal, glorificado pelo Senhor com esse presente da ciência Obstétrica, podendo favorecer a várias pacientes e fetos que necessitavam do procedimento.





quarta-feira, 6 de junho de 2018
PREVENTIVO DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO
Exame Preventivo
O exame preventivo é indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for realizado com boa técnica e de forma delicada.
ResultadoSe o seu exame acusou:
• Negativo para câncer: se esse for o seu primeiro resultado negativo, você deverá fazer novo exame preventivo daqui a um ano. Se você já tem um resultado negativo no ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
• Infecção pelo HPV ou lesão de baixo grau: você deverá repetir o exame daqui a seis meses;
• Lesão de alto grau : o médico decidirá a melhor conduta. Você vai precisar fazer outros exames, como a colposcopia;
• Amostra insatisfatória: a quantidade de material não deu para fazer o exame. Você deve repetir o exame logo que for possível.
Detecção Precoce
Existe uma fase pré-clínica (sem sintomas) do câncer do colo do útero, em que a detecção de lesões precursoras (que antecedem o aparecimento da doença) pode ser feita através do exame preventivo (Papanicolaou). Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura do câncer cervical são de 100%. Conforme a evolução da doença, aparecem sintomas como sangramento vaginal, corrimento e dor.
Exame Preventivo
O exame preventivo do câncer do colo do útero (Papanicolaou) é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico da doença. O exame pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois sua realização periódica permite reduzir a mortalidade pela doença.
O exame preventivo é indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for realizado com boa técnica e de forma delicada.
Para garantir um resultado correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com camisinha) no dia anterior ao exame; evitar também o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame. É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado.
Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde ou a do bebê.
Quem deve fazer e quando fazer o exame preventivoToda mulher que tem ou já teve vida sexual e que estão entre 25 e 64 anos de idade. Devido à longa evolução da doença, o exame pode ser realizado a cada três anos. Para maior segurança do diagnóstico, os dois primeiros exames devem ser anuais. Se os resultados estiverem normais, sua repetição só será necessária após três anos.
O que fazer após o exame?A mulher deve retornar ao local onde foi realizado o exame (ambulatório, posto ou centro de saúde) na data marcada para saber o resultado e receber instruções. Tão importante quanto realizar o exame é buscar o resultado e apresentá-lo ao médico.
ResultadoSe o seu exame acusou:
• Negativo para câncer: se esse for o seu primeiro resultado negativo, você deverá fazer novo exame preventivo daqui a um ano. Se você já tem um resultado negativo no ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
• Infecção pelo HPV ou lesão de baixo grau: você deverá repetir o exame daqui a seis meses;
• Lesão de alto grau : o médico decidirá a melhor conduta. Você vai precisar fazer outros exames, como a colposcopia;
• Amostra insatisfatória: a quantidade de material não deu para fazer o exame. Você deve repetir o exame logo que for possível.
Além de servir para a detecção de lesões precursoras do câncer do colo do útero e da infecção pelo HPV, o Papanicolaou indica se você tem alguma outra infecção que precisa ser tratada. Siga corretamente o tratamento indicado pelo médico. Muitas vezes é preciso que o seu parceiro também receba tratamento. Nesses casos, é bom que ele vá ao serviço de saúde receber as orientações diretamente dos profissionais de saúde.
INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER
O que é Hidrocele Testicular?
Hidrocele testicular é a presença de líquido em quantidades anormais dentro do escroto e envolvendo o testículo, que pode ser tanto unilateral quanto bilateral.
Uma hidrocele testicular pode ser congênita ou adquirida e é mais comum em bebês e em adultos acima dos 45 anos de idade.
Sinônimos
Hidrocele; Processus vaginalis; Processus vaginalis patente
Causas
Recém-nascidos
A hidrocele testicular pode se desenvolver antes mesmo do nascimento. Nos fetos, os testículos ficam situados no abdômen, em uma região chamada de retroperitônio. Conforme o feto cresce, no entanto, os testículos migram para baixo em direção ao saco escrotal. Cada testículo, ao entrar no escroto, carrega algumas camadas de peritônio (que reveste o abdômen). Essas camadas contém um líquido específico, que serve para lubrificar o testículo, permitindo que ele possa ser móvel dentro do escroto.
O trajeto percorrido pelos testículos, do retroperitônio até o saco escrotal, se fecha com o passar do tempo. Quando isso não ocorre, uma quantidade maior de fluido tende a ser formada ao redor do testículo (proveniente da cavidade abdominal), formando, assim, uma hidrocele.
Adultos
Já em adultos, a hidrocele testicular pode ocorrer em decorrência de um desequilíbrio existente entre a formação e a absorção do líquido que existe naturalmente ao redor do testículo. Geralmente, a hidrocele em homens mais velhos ocorre em conjunto com processos inflamatórios, traumatismo ou outras lesões na região.
Fatores de risco
A maioria das hidroceles testiculares ocorre em bebês recém-nascidos. Neste grupo, o principal fator de risco é o nascimento prematuro. Crianças que nasceram prematuramente têm maior chance de desenvolver hidrocele testicular.
Nos adultos, as hidroceles afetam principalmente os homens com idade superior a 45 anos. Os fatores de risco para o desenvolvimento de uma hidrocele nesta fase da vida incluem lesões, infecções (incluindo DSTs) e até mesmo tumores.
Diagnóstico e Exames
Buscando ajuda médica
Marque uma consulta médica se você ou seu filho apresentar inchaço escrotal. Este é um sintoma comum a diversos tipos de problemas, por isso é importante procurar ajuda de um especialista.
A hidrocele de um bebê recém-nascido geralmente desaparece por conta própria. No entanto, se o problema não desaparecer mesmo depois de um ano ou se a hidrocele aumentar de tamanho, marque uma consulta com pediatra.
Na consulta médica
Especialistas que podem diagnosticar uma hidrocele testicular são:
- Clínico geral
- Urologista
- Pediatra.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
- Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
- Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
- Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
- Quando o inchaço escroto começou?
- Você sente dor? Qual a intensidade da dor?
- Você apresentou outros sintomas?
- Você sofreu alguma lesão na região escrotal recentemente?
- Você foi diagnosticado com alguma condição de saúde? Qual?
- Você faz uso de algum medicamento?
- Seu filho nasceu prematuramente?
- Há quanto tempo o seu filho apresenta hidrocele testicular?
- O problema aumentou ou permaneceu do mesmo tamanho?.
Diagnóstico de Hidrocele Testicular
O especialista começará o diagnóstico com um exame físico. Depois disso, ele poderá recomendar exames de sangue e de urina para ajudar na detecção de uma eventual infecção, como epididimite. Ultrassonografias também podem ser uma opção, uma vez que ajudam a descartar outras possíveis causas, como hérnia e tumor testicular.
Tratamento de Hidrocele Testicular
As hidroceles testiculares que acometem bebês geralmente desaparecem por conta própria dentro de aproximadamente um ano. No entanto, se a hidrocele não desaparecer depois deste período ou aumentar de tamanho, ela deverá ser removida cirurgicamente.
Para adultos, as hidroceles geralmente se curam por conta própria dentro de seis meses. Nestes casos, a hidrocele testicular requer tratamento somente caso sejam muito grandes – o suficiente para causar dor ou desfiguração. Caso contrário, ela pode precisar ser retirada por meio de cirurgia também.
Complicações possíveis
A hidrocele testicular normalmente não apresenta perigo para a saúde e geralmente não afeta a fertilidade. No entanto, em alguns casos, ela pode ser associada a uma condição testicular subjacente que pode causar sérias complicações, incluindo:
- Infecção
- Tumor
- Redução na produção de esperma
- Hérnia inguinal.
Prevenção
Prevenção
Por se tratar de um problema de saúde congênito, não há formas conhecidas de se prevenir hidrocele testicular em recém-nascidos. Adultos podem evitar o problema prevenindo infecções e possíveis lesões na região escrotal.Referências
Ministério da Saúde
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